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Procedimentos

  • Doenças gastrointestinais


    O sistema digestivo é formado pelos órgãos: esôfago, estômago, cólon, pâncreas e fígado. E qualquer problema em algum deles é considerada uma doença gastrointestinal.

    No geral, essas doenças são caracterizadas por inflamações frequentemente associadas a deficiências nutricionais. É importante sempre identificar a causa e corrigir os fatores relacionados ao desenvolvimento da desnutrição, os quais podem estar associados a alterações locais ou sistêmicas próprias da doença ou a efeitos colaterais da medicação.




    Câncer gastrointestinal


    A maioria dos tumores nessa região se desenvolve lentamente e pode ou não apresentar sintomas – por isso é tão importante o diagnóstico precoce. A maioria dos cânceres ocorre no estômago ou intestino delgado.

    O tratamento depende do tamanho, localização e se existe disseminação da doença. Geralmente a cirurgia é indicada para remover parte ou todo o tumor. Além disso, ainda podem ser usadas terapias alvo como quimio e radioterapia.




    Hérnias diversas


    As hérnias são de uma forma geral, oriundas de defeito anatômico original (ex: umbilical, inguinal, femural) ou no caso das incisionais, provocadas. A correção cirúrgica pode ser feita atualmente de duas formas: videolaparoscópica ou convencional. Atualmente é usada uma tela de nylon e a cirurgia é realizada sob anestesia geral, na videolaparoscópica, e peridural na convencional. As complicações são raras, mas podem ocorrer, principalmente na forma de hematomas de ferida, edema (inchaço) de bolsa escrotal no homem e a recidiva (reaparecimento) da hérnia. Nos casos da videolaparoscopia, a recuperação é muito mais rápida.




    Doenças da vesícula biliar


    A vesícula biliar é um órgão muito pequeno localizado na parte direita do estômago que tem importante função na digestão. Ela armazena a bílis que funciona como emulsificante de gorduras (o que promove a queima delas).

    Os problemas aparecem quando algo bloqueia o fluxo de bile. Geralmente, isso é causado pela presença de pequenas pedras, conhecidas como cálculos biliares. Além disso, os problemas podem ser causados por inflamações e infecções como colecistite, gangrenas ou abscessos ou tumores.

    É comum que as doenças do órgão afetem principalmente as mulheres que tem algum problema de peso, ou que sofrem de alguma disfunção gastrointestinal e/ou um nível alto de colesterol.




    Neoplasias pancreáticas


    O pâncreas é composto de unidades funcionais que regulam a digestão e o metabolismo da glicose. Os tumores causam problemas, pois podem secretar diversos hormônios e causar a desregulação do organismo.

    Os principais sintomas desse tipo de problema é icterícia (coloração da pele amarelada), problemas digestivos, urina escura, fezes claras, coceira, dor abdominal, perda de peso , falta de apetite ou aumento da vesícula biliar.




    Metástases hepáticas


    O termo metástase refere-se quando um câncer se espalha. No caso das hepáticas, é quando isso acontece no fígado. Diferente de quando o tumor começa no órgão (primário), na metástase ele entra na corrente sanguínea e “vai parar” no fígado. Cânceres primários de fígado ocorrem com menos frequência do que as metástases. Elas são frequentemente associadas a estágios mais avançados de outros tipos de câncer, como o de pâncreas, útero, estômago e mama.

    O tratamento pode ser realizado com terapia sistêmica (quimioterapia, terapia biológica, terapia-alvo e terapia hormonal), cirurgia ou uma combinação destes. A escolha da melhor opção depende do tipo, tamanho, localização e número de tumores metastáticos e estado de saúde geral do paciente.




    Tumores Neuroendócrinos (TNE)


    O sistema neuroendócrino é responsável por produzir hormônios para regular e controlar diversas funções do corpo, como a digestão, a respiração e até mesmo a forma que nosso organismo reage ao estresse, por exemplo. Os tumores neuroendócrinos são aqueles formados em qualquer região do sistema neuroendócrino. Eles ocorrem quando alguma das células passa por uma mutação e se multiplica de forma desordenada, levando ao crescimento de uma massa anormal de tecido.

    Como os casos iniciais são geralmente assintomáticos, a doença acaba sendo diagnosticada de forma tardia ou quando o tumor já se espalhou para outras regiões (metástase) complicando o tratamento. Assim como em outros tipos, o tratamento pode ser realizado com terapias, cirurgias ou ambas as técnicas combinadas.




    Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST)


    Esse tumor é relativamente raro e se diferencia dos outros por iniciar-se na parede dos órgãos, junto às camadas musculares do trato gastrointestinal. Ele pode ter início em qualquer local do trato gastrointestinal - do esôfago ao ânus.

    O tratamento padrão é a ressecção cirúrgica completa da lesão. Muitos casos exigem a cirurgia radical e de grande porte, onde são retirados outros órgãos e estruturas para dar mais chances ao sucesso.




    Constipação Intestinal


    A constipação intestinal é uma queixa constante entre as mulheres. É definida como alteração de frequência de evacuação (menos de três vezes na semana). Geralmente o problema é associado com fezes endurecidas, que exigem esforço para evacuar, podendo gerar um esvaziamento fecal incompleto ou não contínuo.

    Esta disfunção tem várias causas e pode ser classificada como primária ou secundária. A primeira é caracterizada quando a dificuldade de funcionamento é intrínseca ao intestino, não havendo nenhuma doença propriamente dita. Esse tipo pode ser consequência de maus hábitos alimentares, suspensão do reflexo gastrocólico (ato de evacuar após refeição) ou até compromissos sociais. Já, na secundária, existe uma causa determinante como um estreitamento e/ou uso de medicação neurológica. O tratamento depende da definição da causa, quando possível, mas no geral são adotadas medidas como uma dieta balanceada com inclusão de frutas como ameixa e mamão e alguns tipos de medicamentos.




    Prurido/ardência anal


    O prurido anal é a coceira que pode acontecer em volta do orifício do ânus. É bastante desagradável e pode ter sua origem em causas dermatológicas ou proctológicas. Os principais fatores que geram prurido são: pele ressecada ou muito úmida, lavagem excessiva ou sabões inapropriados, loções, irritantes alimentares (pimenta, molhos picantes, chocolates, amêndoas), alguns antibióticos, diarreia, hemorroidas, fissuras, verminoses e até tumores.

    O diagnóstico é feito após uma avaliação proctológica completa que pode requerer outros exames complementares. Já o tratamento envolve detectar a causa básica. A partir daí são indicados cremes, fazer a higiene gentilmente, sem uso de papel irritante, procurar secar cuidadosamente e eventualmente deixar um pouco de algodão no local, não coçar, evitar roupas intimas de "nylon" ou lycra, dando preferência ao algodão, ou roupas apertadas.




    Estomas Intestinais


    O estoma é uma cirurgia de derivação intestinal para o exterior. Ela pode ser no cólon (colostomia) ou no íleo (ileostomia). Nela, é realizada uma abertura no abdome e exteriorizado um segmento da alça intestinal, por onde o conteúdo dos intestinos é expelido e coletado para uma bolsa externa.

    Geralmente a técnica é indicada quando há uma “religação” intestinal (anastomose) de risco para desviar o trânsito fecal ou urinário do local patologicamente comprometido. Também pode ser necessário realizar uma colostomia, quando retiramos o reto e o esfíncter.




    Hemorroidas e fissuras


    São veias varicosas e dilatadas, localizadas dentro e em volta do ânus. Elas podem ser internas ou externas e variarem de grau I a IV, em função do tamanho e de vir para fora do ânus ou não. Já as fissuras são rupturas do epitélio (machucados) que expõem as camadas mais profundas.

    Nem sempre as hemorroidas e fissuras são operadas. Nos dois casos, medidas gerais, como higiene com algodão após a evacuação, seguido de limpeza com ducha e banho de assento com água morna são recomendáveis. O tratamento específico depende do grau e intensidade do problema. Somente para casos avançados ou externos é que são indicadas as cirurgias.




    Doença diverticular dos cólons


    O problema é caracterizado por uma herniação da mucosa e submucosa no intestino grosso, ou seja, são pequenos “sacos”, fixos à parede intestinal, que se comunicam com o interior do intestino. Geralmente, a doença acomete pessoas com mais de 60 anos que não possuem uma dieta equilibrada.

    As causas estão relacionadas a alterações da forma de contração do músculo intestinal. Esta contração anormal é diretamente proporcional à qualidade de fibra ingerida. Os sintomas mais frequentes são dores locais (no lado esquerdo abaixo do umbigo) e a alteração de funcionamento intestinal (prender ou soltar). Uma boa dieta, principalmente com a ingestão de fibras, é a melhor maneira de prevenir. Beber bastante água também facilita o movimento intestinal e diminui as chances de dor e inflamação. Além disso, é desaconselhado o retardamento (ou prender) os estímulos intestinais para evacuação. O tratamento depende do nível e estágio do problema. A cirurgia é reservada para casos complicados, quando há perfuração, estenose (ou estreitamento), diverticulites (inflamação) repetidas e sangramentos.